terça-feira, 16 de outubro de 2012

Escritor chinês Mo Yan ganha prêmio Nobel de Literatura

Segundo a Academia Sueca, Yan "mistura contos populares com a história e o contemporâneo", usando um "realismo alucinatório"

Escritor chinês Mo Yan ganha Prêmio Nobel de Literatura  (Foto: AP Photo)



O escritor chinês Mo Yan, de 57 anos, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2012. O nome foi divulgado nesta quinta-feira (11) pela Academia Sueca. Nas suas obras, Yan costuma descrever o cotidiano de comunidades rurais na China, envolvendo histórias de amor e sensibilidade. "Com seu realismo alucinatório, [ele] mistura contos populares com história e contemporâneo", afirma a Academia
 
Para especialistas em literatura, as obras de Yan têm forte conteúdo crítico sobre circunstâncias sociais, mas alia essa característica ao realismo mágico de Gabriel García Marquez. Nos seus textos, o chinês se dedica a detalhar imagens, cores e micro-histórias. Ele costuma falar da sua região, o Nordeste da China, e do interior do país.

 
Entre seus livros mais conhecidos está o Red Sorghum: A Novel of China, romance cuja adaptação ao cinema, Sorgo Vermelho, deu ao diretor de cinema Zhang Yimou o Urso de Ouro do Festival de Berlim, em 1988, um dos marcos da história do festival. A Academia recomenda também The Garlic Ballads.
 
Segundo pessoas próximas ao escritor, ele gosta de escrever, originalmente, em chinês tradicional, usando apenas papel e pincel. Costuma ser ágil na sua produção literária e gosta de contar a origem do seu pseudônimo. Em chinês, Mo Yan significa não falar. O escritor destaca que optou pelo nome porque costuma ser franco e direto nas suas colocações. O nome de batismo dele é Guan Moye.
 
Além de em chinês, seus trabalhos foram publicados em inglês, francês, sueco, espanhol e em alemão. No Brasil, não há tradução.
 
O Prêmio Nobel de Literatura foi concedido ao sueco Tomas Tranströmer em 2011 e ao peruano Mario Vargas Llosa, em 2010.
A semana do Nobel começou na segunda-feira (8), com a concessão do prêmio de Medicina ao britânico John B. Gurdon e ao japonês Shinya Yamanaka, e continuou na terça-feira com o anúncio do de Física, ao francês Serge Haroche e ao americano David J. Wineland. A rodada dos prêmios Nobel do âmbito científico terminou na quarta com o de Química, para os americanos Robert J. Lefkowitz e Brian K. Kobilka.
 
Fone: O Globo

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