À espera do desembarque da Amazon em território nacional, o mercado de livros digitais no Brasil vem tomando fôlego para avançar em um segmento ainda incipiente, apostando em maior oferta de títulos, aumento de vendas a taxas consideráveis e parcerias que devem mudar o cenário dos chamados "ebooks" no país.
Com grandes representantes globais do segmento se preparando para abocanhar uma fatia do promissor mercado brasileiro, hoje são as empresas nacionais que dominam o setor de livros digitais, que caminha a passos lentos e sofre pela ausência de dados sobre vendas, participação de mercado e relevância dentro do mercado de livros como um todo.
Líder no setor de livrarias e maior vendedora de livros via Internet do país, a Saraiva ingressou em 2010 nos livros digitais, que a empresa acredita ser seu maior negócio.
"Vendemos 500 mil reais em livros digitais nos últimos 30 dias", disse o presidente-executivo da Saraiva, Marcílio Pousada. "E vamos aumentar esse patamar mensal."
Com 12 mil títulos nacionais e 240 mil em inglês, a empresa espera encerrar este ano com mais de 15 mil nacionais e criou um aplicativo de leitura que, segundo o executivo, já supera 800 mil downloads.
"Temos um caminho a percorrer... O primeiro passo é ter acervo, acompanhando o lançamento de livros físicos, além de ter instrumentos poderosos de leitura e software adequado", disse.